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Ordem DeMolay A Ordem DeMolay é uma organização dedicada a preparar jovens homens a levarem uma vida pura e varonil. Sob o aconselhamento de adultos; liderança hábil, cidadania consciente, responsabilidade e desenvolvimento do caráter são aprendidos através de uma variedade de caminhos, um mundo real de aplicações e atividades. DeMolay constrói confiança; ensina a responsabilidade, cooperação e serviços comunitários; e fortalece a confiança, o respeito, o companheirismo, o patriotismo, a reverência e a compaixão. DeMolay abre suas portas para jovens homens com idade entre 12 e 21 anos desenvolvendo a consciência cívica, responsabilidade pessoal e habilidades de liderança tão necessárias hoje à sociedade. DeMolay combina esta séria missão com um companheirismo que constrói laços importantes de amizade entre seus associados em mais de 1.200 capítulos espalhados pelo mundo. Mais de um milhão de jovens são membro da Ordem DeMolay. A Associação Alumni (Associação de Seniors DeMolay) inclui membros como John Wayne, Walt Disney, Bill Clinton e muitos outros. No Brasil, a Ordem apesar de estar com apenas 26 anos de instalação, também já produziu diversos líderes se destacando como líderes políticos, comunitários, empresários e atletas. Todos eles falam eloqüentemente do benefício do envolvimento deles com DeMolay. A Ordem DeMolay foi trazida para o Brasil no dia 16 de agosto de 1980 com a fundação e instalação o Capítulo "Rio de Janeiro nº 01, o primeiro da América do Sul, com a Iniciação de 63 jovens. Expandiu-se com grande velocidade e atingiu um número superior à 600 Capítulos, com sua força equiparada à Ordem DeMolay nos Estados Unidos. Em 2004 a autorização para administrar e representar o DeMolay Internacional no Brasil foi concedida ao Supremo Conselho da Ordem DeMolay para a República Federativa do Brasil. Quem foi Jacques DeMolay? Aos 21 anos de idade, Jacques DeMolay entrou para a Ordem dos Cavaleiros Templários. Estes eram uma organização sancionada pela Igreja Católica Romana de 1128, para proteger e guardar as estradas entre Jerusalém e Acre (em algumas fontes Acra), um importante porto da cidade no Mar Mediterrâneo. A Ordem dos Cavaleiros Templários participou das Cruzadas, e conquistou um nome de valor e heroísmo. Nobres e príncipes enviaram seus filhos para serem Cavaleiros Templários, e isso fez com que a Ordem passasse a ser muito rica e popular em toda a Europa. Em 1298, Jacques DeMolay foi eleito Grão-Mestre dos Cavaleiros, uma posição de poder e prestígio. Jacques DeMolay assumiu o cargo após a morte de seu antecessor Teobaldo Gaudini no mesmo ano (1298). Como Grão-Mestre, Jacques DeMolay passou por uma difícil posição, pois as cruzadas não estavam atingindo seus objetivos. O anticristianismo sarraceno derrotou as Cruzadas em batalhas capturando algumas cidades e portos vitais dos Cavaleiros Templários e os Hospitaleiros (outra ordem de cavalaria), restaram apenas um único grupo do confronto contra os Sarracenos. Os Cavaleiros Templários resolveram se reorganizar e readquirir sua força. Eles viajaram para a Ilha de Chipre, esperando pelo público geral para levantar-se em apoio à outra Cruzada. Em vez de apoio público; como sempre, os Cavaleiros atraíram a atenção dos poderosos Lordes. Em 1305, Filipe IV "o Belo", rei de França, resolveu obter o controle dos Templários para impedir uma ascensão no poder da Igreja. O Rei era amigo de Jacques DeMolay (um de seus filhos era afilhado de Jacques DeMolay, Delfim Carlos, que mais tarde se chamaria Carlos IV e seria rei da França). Mesmo sendo seu amigo, o rei de França com toda a sua ganância tentou juntar a Ordem dos Templários e a Ordem dos Hospitaleiros, pois sentiu que as duas Ordens formavam uma grande potência econômica. Filipe IV sabia que a Ordem dos Templários possuía várias propriedades e outros tipos de riqueza doados pelos que um dia, haviam recebido a ajuda dos Templários em várias cruzadas pela Europa. Sem obter o sucesso desejado, que era a de juntar as duas ordens e se transformar em um líder absoluto, o rei de França armou um plano para acabar com a Ordem dos Templários. Usando um nobre francês de nome Esquin de Floyran. O nobre francês teria como missão denegrir a imagem dos Templários e de seu Grão-Mestre Jacques DeMolay, e como recompensa Esquin de Floyran receberia terras pertencentes aos Templários logo após derrubá-los. O ano de 1307 viu o começo da perseguição aos Cavaleiros. Apesar de possuir um exército com cerca de 15 mil homens, Jacques DeMolay havia ido a França para o funeral de uma Princesa da casa Real Francesa e havia levado consigo poucos homens, sendo esses todos nobres. Na madrugada de 13 de outubro Jacques DeMolay, juntamente a seus amigos, foram capturados e lançados nas masmorras pelo chefe real Guilherme de Nogaret (este era um de seus conselheiros). Durante sete anos, Jacques DeMolay e os Cavaleiros sofreram torturas e viveram em condições subumanas. Enquanto os Cavaleiros não se dobravam, Filipe IV gerenciava as forças do Papa Clemente para condenar os Templários. Suas riquezas e propriedades foram confiscadas e dadas a proteção de Filipe. Após três julgamentos, Jacques DeMolay continuou sendo leal para com seus amigos e Cavaleiros. Ele se recusou a revelar o local das riquezas da Ordem, e recusou-se a denunciar seus companheiros. Em 18 de Março de 1314, ele foi levado à Corte Especial. Como evidências, a Corte dependia de confissões forjadas, supostamente assinadas por Jacques DeMolay. Ele desmentiu as confissões forjadas. Sob as leis da época, a pena por desmentir uma confissão, era a morte. Jacques Demolay foi julgado pelo Papa Clemente, e assim como Jacques Demolay, outro Cavaleiro, Guy D'Auvergne, desmentiu sua confissão e ambos foram condenados. O Rei Filipe ordenou que ambos fossem queimados naquele mesmo dia, e deste modo a história de Jacques DeMolay se tornou um testemunho de lealdade e companheirismo. DeMolay veio a falecer aos 70 anos de idade no dia 18 de Março de 1314. Jacques DeMolay durante sua morte na fogueira intimou aos seus três algozes, a comparecer diante do Tribunal de Deus, amaldiçoando os descendentes do Rei de França, Filipe, o Belo. O primeiro a morrer foi o Papa Clemente V, logo em seguida o Chefe da Guarda e Conselheiro Real Guilherme de Nogaret e no dia 27 de novembro de 1314 morreu o rei Filipe IV com seus 46 anos de idade. A Última Prece de Jacques DeMolay “Senhor, permiti-nos refletir sobre os tormentos que a iniqüidade e a crueldade nos fazem suportar. Perdoai, oh meu Deus, as calunias que trouxeram a destruição à Ordem da qual Vossa Providência me estabeleceu chefe. Permiti que um dia o mundo, esclarecido, conheça melhor os que se esforçam em viver para Vós. Nós esperamos, da Vossa Bondade, a recompensa dos tormentos e da morte que sofremos para gozar da Vossa Divina Presença nas moradas bem-aventuradas. Vós, que nos vedes prontos a perecer nas chamas, vós julgareis nossa inocência. Intimo o papa Clemente V em quarenta dias e Felipe o Belo em um ano, a comparecerem diante do legítimo e terrível trono de Deus para prestarem conta do sangue que injusta e cruelmente derramaram." Fonte: DeMolay Leader’s Resource Guide - Chap. I. 14th edition - 1993 - Published by The International Supreme Council Order of DeMolay Frank Sherman Land Frank Shermann Land, nascido em 21 de junho de 1890 em Kansas City, Estado do Missouri nos Estados Unidos da América; seu pai, William Shermann Land, era madeireiro e sua mãe, Elizabeth Lothie, cuidava dos afazeres do lar, que contrariando a família casou-se com 15 anos e aos 16 anos teve Land. Quando tinha 2 anos sua família mudou-se para Saint Louis. Bem cedo já demonstrava seu espírito de liderança. Sempre possuiu uma vida religiosa muito ativa; desde criança, na Igreja, e junto com os ensinamentos de sua mãe, Land conheceu a importância de uma filosofia de vida repleta de virtudes. Ingressou na Escola Dominical da Igreja Congressional de Fountain Park, onde foi presenteado com uma Bíblia, pela assiduidade - dez anos de freqüência ininterrupta - , e sobre a qual os primeiros DeMolays fariam o seu juramento. Frank Land destacou-se dos demais jovens de sua escola pela comportamento e interesse pelas atividades escolares, cívicas e da Igreja, e pelas pessoas. Land desde menino lia constantemente a Bíblia, sabendo de memória muitos de seus importantes ensinamentos. A idéia da reunião em sua casa surgiu quando uma vez ele disse a sua mãe que gostaria de fazer algo para os amigos, e de bem usarem o tempo disponível que tinham, e ela sugeriu o uso do porão, que foi decorado e preparado para as reuniões. Em sua própria vida, as qualidades que possuía de despertar as aspirações humanas, seu senso de organização e de elevados ideais, estavam sempre presentes, desde sua infância. Em 1909, com 10 anos de idade, numa tarde de domingo ensolarado, Land recebia no porão de sua casa, como sempre fazia, dezenas de crianças da comunidade, que compareciam para assistir e tomar parte em uma cerimônia religiosa, dirigida por ele, e autorizado pela Igreja Congregacional de Kansas City, em seu programa para adolescente. No salão bem arrumado, via-se sobre a mesa principal, uma Bíblia, que ele havia ganho como prêmio da sua escola. A classe foi tão interessante e popular que atraiu jovens de todas as redondezas e lhe proporcionou o Título de "O Menino Ministro de Saint Louis". Land pregava aquilo que ele desejava, o essencial de uma vida correta, uma filosofia que sua mãe havia lhe incultado. Em uma de suas preleções, com senso de bons propósitos, na profundidade de seus olhos azuis, começou assim: "Amigos são muito importantes. Nós devemos fazer amigos. Nós devemos compartilhar com eles. Nós devemos nos ajudar. Vou contar a vocês uma história do Velho Testamento sobre dois verdadeiros amigos, David e Jônatas." Ao finalizar a história ele recomendou: "Sejamos sempre leais uns aos outros. Sejamos sempre amigos e companheiros como eles foram também." No começo do século 20 o meio-oeste dos Estados Unidos vivia na euforia de potencial mudanças e de alto otimismo. Acreditava-se que o novo século traria progresso, curaria as feridas deixadas pela guerra ocorrida entre os Estados da Federação, e no desenvolvimento do oeste americano. Aguardava-se com emoção a inauguração da Feira Mundial em 1904 na cidade de Saint Louis, Theodore Roosevelt tinha assumido a Presidência após o assassinato do Presidente Willian Mckinley no dia 06 de setembro de 1901, e tomava medidas duras, para acertar a situação econômica do País. Períodos de grandes esperanças eram seguidos de recessão e depressão. O negócio de madeira do pai de Land se deteriorara, tendo que encerra-lo ficando desempregado, e buscando nos bares o consolo para as suas dificuldades. Os problemas se agravaram no âmbito familiar com conflitos pessoais de tal maneira que somente restava uma solução, a dolorosa separação. Atendendo o convite de sua mãe, Martha J. Sampson, Elizabeth deixou Saint Louis, indo para Kansas City em companhia dos filhos, Land com 12 anos e sua irmã Etta Glen com 7 anos. A avó Martha deu a filha e aos netos seu amor com toda sua plenitude, convivendo com eles por muitos anos. Elizabeth sentiu dificuldades dessa mudança de vida, principalmente por seus filhos terem de se ajustar a um novo lar, uma nova cidade, uma nova vida. Para Land foi mais difícil ainda a adaptação. Ele sentia a falta do pai e a falta de uma personalidade masculina no lar, pois sua avó era viúva. O amor para sua mãe, sua avó e sua irmã se transformaram quase em uma devoção. Porém um jovem com 13 anos necessita ter um homem ao seu lado em quem confiar, a quem contar seus problemas, e de quem possa ter respostas as intrigantes questões da vida. Esta antiga necessidade em sua própria vida o levou a buscar soluções mais tarde, tiradas de suas próprias conclusões, aos jovens de sua grande Nação, através da Ordem DeMolay. Quer saber mais sobre a Ordem DeMolay? Contate-nos:gleb@gleb.org.br
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