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A MAÇONARIA E A IGREJA SEGUNDO PALESTRA DE DOM LELIS LARA |
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Palestra proferida pelo Eminente Dom Lelis Lara sobre as relações entre a Maçonaria e a Igreja Católica.
O Bispo Emérito da Diocese Itabira-Coronel Fabriciano, Dom Lelis Lara, foi o centro das atenções de um eclético e seleto público, quando proferiu inédita palestra sobre as relações entre a Igreja Católica e a Maçonaria, no Templo da Loja Maçônica União de Ipatinga, no centro da cidade. O religioso palestrou a convite do Venerável Mestre da Loja União de Ipatinga, Ednaldo Amaral Pessoa, que tem como um dos pilares de sua gestão a realização de sessões públicas onde são realizadas palestras, abertas à comunidade, sobre temas diversos e de grande interesse de toda sociedade, não apenas dos maçons e seus familiares.
Segundo Dom Lara, o Concílio Vaticano II (1963-1965) escancarou as portas e janelas da Igreja para o mundo, e que depois do Concilio o propósito da Igreja Católica é se aproximar de todas as pessoas do mundo, sem preconceito, sejam elas cristãs ou não. E foi exatamente no espírito do Concílio Vaticano II que o Bispo se inspirou para falar da relação entre a Igreja Católica e a Maçonaria.
Dom Lara disse que "quando se fala de Igreja e Maçonaria, muitas vezes se estabelece ou se imagina um confronto entre essas duas entidades, mas não deveria ser assim, porque católicos são cristãos e os maçons também, senão todos, certamente grande parte. E Jesus, ao final de sua vida, deixou para os seus seguidores o testamento de que devemos amar uns aos outros. Mas, segundo o bispo, esta palavra de Jesus não foi sempre bem entendida, e que às vezes é entendida de acordo com a índole das pessoas, e as pessoas mais radicais muitas vezes ficam com o coração armado, na defensiva ou no ataque, quando, como filhos de Deus, deveriam viver como irmãos, com o coração desarmado, respeitando as diferenças.
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O Hospital Mário Penna em Belo Horizonte, que cuida de doentes de câncer, lançou um projeto que se chama "DOE PALAVRAS". Fácil, rápido e todos podem doar um pouquinho.
Você acessa o site http://www.doepalavras.com.br/, escreve uma mensagem de otimismo, curta (como twitter) e ela aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento – na sala de quimioterapia.
Não é incrível? Podemos ajudar milhões de pessoas enquanto elas passam pelo tratamento com nossas mensagens, essa ajuda acontece de muitas formas: apoio, reconforto, distração (ocupam o tempo que ali passam recebendo a quimio), reprogramação mental, otimismo, e muitas outras, algumas bem subliminar, mas muito efetiva. Dizem que é linda a reação de esperança e a fé dos pacientes.
Participem, não apenas hoje, mas, todos os dias. Dêem um pouquinho das suas palavras e de seus pensamentos. Nos custa quase nada (só um pouco de tempo) e pode realmente trazer grandes benefícios aos que sofrem dessa doença que tem tratamento de efeitos colaterais terríveis, e podem ou não promover a cura. Porém apoio e mensagens de otimismo são um tratamento delicioso sem efeitos colaterais negativos e ajudam muito na cura e/ou no processo de apoio – é uma carícia positiva.
Então? Não economizem palavras: use-as nesse projeto maravilhoso.
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Angelo Soliman - O Maçom Negro |
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Os maçons do século XVIII orgulhavam-se de seu igualitarismo, e demonstravam-no às vezes iniciando pessoas cuja companhia, em outras circunstâncias, teriam evitado.
Um célebre exemplo do espírito aberto dos maçons envolveu um ex-escravo, Angelo Soliman. Nascido na África do Norte no início do século XVIII (1721), Soliman foi vendido como escravo quando criança. Educado na Europa por uma série de donos abastados, acabou tutor em uma casa aristocrata de Viena e tornou-se uma figura popular na corte. Foi alforriado e casou com uma baronesa viúva (06/02/1768 Magdalena). Em 1781, foi iniciado na Loja Maçônica Harmonia Verdadeira, que abrigava vários membros da elite social vienense.
Soliman tornou-se Venerável de sua Loja e ajudou a mudar seu ritual para incluir a leitura de textos acadêmicos e científicos sérios – prática depois adotada por lojas de toda a Europa, reforçando a fama de rigor intelectual da maçonaria. Ao mesmo tempo, a afiliação de Soliman à ordem tornou-se um exemplo do pensamento progressista dos maçons.
Mas finalmente o ex-escravo teve uma sina peculiar. Ao morrer, em 1796, teve seu corpo requisitado pelo Sacro Imperador Romano, Francisco II (Franz), que mandou empalha-lo. (O imperador tinha o hábito bizarro de colecionar corpos humanos empalhados.) O soberano exibiu a pavorosa peça de taxidermia em seu museu particular, apesar dos apelos da filha de Soliman (Josephine) e dos protestos indignados de seus irmãos maçons. A relíquia macabra ficou na coleção imperial até que, durante a revolução de 1848, uma bomba jogada na biblioteca do palácio destruiu os restos de Angelo Soliman com uma explosão de chamas misericordiosas.
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amigo
G.L.E.B